De acordo com este documento, durante os primeiros onze meses de 2022 foram registados mais de 30 mil acidentes com vítimas (entre feridos leves, graves e mortos), a maioria dos quais devido a colisões e despistes provocados especialmente por condução sob o efeito do álcool, velocidade excessiva e uso do telemóvel.
Durante o período em análise, as autoridades fiscalizaram 118,2 milhões de veículos, acabando por se detetar 1,1 milhão de infrações. Entre as infrações detetadas, 19 144 (peso de 1,8% face ao total) corresponderam à utilização do telemóvel durante a condução, uma redução de 17,1% face ao período homólogo de 2021, o que indica que as campanhas de sensibilização e as multas mais pesadas que recentemente foram aplicadas a este tipo de infrações estão a dar resultados.
Apesar dos números serem mais positivos e estarem inseridos numa tendência de descida ao longo dos últimos anos, continuam a ser autuados condutores por conduzirem e falarem ao telemóvel ao mesmo tempo que, na prática, se consubstanciaram em multas pecuniárias e perda de pontos na carta de condução, como veremos de seguidaPodemos, e devemos, ter o cuidado de fazer a inspeção periódica ao nosso automóvel, cumprir com todos os princípios de prevenção rodoviária, como não conduzir sob o efeito do álcool ou evitar o excesso de velocidade e manobras perigosas, ou até apostar na aquisição de um novo carro que traga os melhores e mais inovadores sistemas de segurança e condução como aqueles que nos oferecem, por exemplo, os modelos SEAT Ibiza, Arona, Leon, Leon Sportstourer, Ateca ou Tarraco ,mas basta as autoridades apanharem-nos a falar ao telemóvel para levarmos, no melhor dos cenários, uma multa.
Apesar de tudo o que de bom nos trouxe o telemóvel a nível de comunicação, a verdade é que a utilização deste dispositivo móvel quando estamos a conduzir coloca-nos, e aos demais utilizadores da estrada, em perigo. Por exemplo, conduzir enquanto manuseamos o telemóvel diminui os nossos reflexos em cerca de 35% em caso de, por exemplo, travagem urgente, retira-nos cerca de 400% de tempo de atenção à estrada, provocando um aumento de 800% no risco de sofrermos acidentes e, em 75% dos condutores, fá-los não parar nas passadeiras.
Qual é o risco de usar o telemóvel durante a condução?
"É só um telefonema rápido", "é só uma mensagem", são algumas das frases que muitas vezes dizemos a nós próprios, mas esse telefonema ou mensagem é, não raras vezes, a causa de acidentes, muitos dos quais com graves consequências, como podemos ver pelo relatório de sinistralidade elaborado pela Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária (ANSR).
De acordo com este documento, durante os primeiros onze meses de 2022 foram registados mais de 30 mil acidentes com vítimas (entre feridos leves, graves e mortos), a maioria dos quais devido a colisões e despistes provocados especialmente por condução sob o efeito do álcool, velocidade excessiva e uso do telemóvel.
Durante o período em análise, as autoridades fiscalizaram 118,2 milhões de veículos, acabando por se detetar 1,1 milhão de infrações. Entre as infrações detetadas, 19 144 (peso de 1,8% face ao total) corresponderam à utilização do telemóvel durante a condução, uma redução de 17,1% face ao período homólogo de 2021, o que indica que as campanhas de sensibilização e as multas mais pesadas que recentemente foram aplicadas a este tipo de infrações estão a dar resultados.
Apesar dos números serem mais positivos e estarem inseridos numa tendência de descida ao longo dos últimos anos, continuam a ser autuados condutores por conduzirem e falarem ao telemóvel ao mesmo tempo que, na prática, se consubstanciaram em multas pecuniárias e perda de pontos na carta de condução, como veremos de seguida.
Quais as multas e penalizações por usar telemóvel a conduzir
A condução segura começa não só no volante, mas também no cumprimento rigoroso das leis de trânsito. Uma das infrações mais comuns e perigosas é o uso indevido do telemóvel enquanto se conduz.
De acordo com o Artigo 84.º, n.º 1 do Código da Estrada , é proibido ao condutor, durante a marcha do veículo, o manuseamento continuado de qualquer equipamento suscetível de prejudicar a condução — incluindo auscultadores sonoros e aparelhos radiotelefónicos. Esta regra aplica-se mesmo quando o veículo está parado em semáforos ou em filas de trânsito, pois não é considerado “estacionado”.
Quais são as alterações mais recentes ao código?
Para reforçar a segurança rodoviária, o Governo aprovou em Conselho de Ministros alterações ao Código da Estrada que entraram em vigor a 8 de janeiro de 2023. Estas alterações endurecem as penalizações para quem utiliza o telemóvel de forma indevida durante a condução:
- Multa agravada: passou de um intervalo entre 120 € e 600 € para 250 € a 1.250 €. [poligrafo.sapo.pt]
- Perda de pontos: a infração passou a implicar a subtração de 3 pontos na carta de condução, em vez dos anteriores 2 pontos.
- Contraordenação grave: esta infração é classificada como grave, podendo resultar em sanções adicionais como:
- Inibição de conduzir por um período entre 1 mês e 1 ano.
Apreensão do veículo, em casos de reincidência ou maior gravidade.
Quais são os dispositivos permitidos por lei para usarno carro?
Apesar das multas, é possível fazer chamadas telefónicas enquanto se conduz, desde que se utilizem os dispositivos permitidos por lei.
São eles os aparelhos telefónicos com um único auricular (bluetooth incluído), microfone e sistemas de alta voz ou kit mãos livres. Todos estes dispositivos são permitidos porque não desviam a atenção do condutor da estrada, uma vez que, segundo a lei, não implicam manuseamento continuado.
Fora destes dispositivos, encontram-se os fones, os auriculares e/ou aparelhos GPS e a sua utilização pode dar origem a multas.
No início deste artigo falamos do papel dos construtores na melhoria da segurança dos automóveis e demos o exemplo dos modelos da SEAT. Para além de todas as evoluções e tecnologias que estes novos modelos trazem, existe um forte investimento em conectividade que permite deixar o telemóvel onde ele deve estar durante a condução: no bolso.
Por exemplo, certos modelos SEAT vêm equipados com um quadro de instrumentos digital que, entre outras coisas, faz o reconhecimento de sinais de trânsito e permite o fácil acesso a mapas de navegação através de um ecrã customizável. No âmbito das comunicações, além do já tradicional sistema de alta voz, a tecnologia Full Link do ecrã tátil 9,2" com SEAT CONNECT permite-nos aceder às apps do nosso smartphone diretamente a partir do ecrã tátil do SUV e dar os comandos por voz (mudar de direção, ajuste da temperatura) facilmente.
Usar o telemóvel a conduzir é uma prática cara e arriscada: além da multa elevada e perda de pontos, aumenta exponencialmente as probabilidades de acidente.
Antes de arrancar, escolha sempre uma das opções seguras:
- Ligar o bluetooth.
- Usar o sistema de alta voz.
- Configurar previamente o GPS no ecrã do carro.
Conduzir é uma responsabilidade. Basta um segundo de distração para perder o controlo da situação e pôr em risco a sua segurança e a de quem o rodeia. A estrada exige 100% da sua atenção e o telemóvel pode esperar.