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Martorell, 13/04/2015. – Fechar a torneira ao lavar as mãos ou reduzir ao mínimo a água do banho são hábitos que a população tem vindo a enraizar para poupar este bem escasso. Mas a poupança de água também depende, em grande medida, da consciencialização das empresas.

É essa filosofia que levou a SEAT à redução de 15% no consumo da água necessária à produção de um automóvel. Chegou ao final de 2014 ligeiramente acima dos 1.400.000 m3 de água consumida, o que equivale ao consumo de uma cidade de 35.000 habitantes. Isto utilizando as tecnologias mais eficientes no processo de produção de um automóvel. “Tratamos a água a níveis ótimos de qualidade e com baixo nível de sais para reduzir o consumo. E também reciclamos a água consumida nas operações de limpeza”, explica Francesc Vila, responsável pelo Meio Ambiente da SEAT.

O objetivo para 2018 é alcançar os 25% de poupança. Este compromisso seria irreal sem a colaboração de todos os funcionários que, assegura Francesc Vila, estão muito motivados. Aliás, adianta que grande parte da poupança conseguida até ao momento veio de ideias de melhoria nascidas na fábrica e nos cursos de sensibilização, ”que evidenciam as melhores medidas e como podem ser adotadas para reduzir o consumo”.

A secção de pintura da fábrica de Martorell é a que tem maior consumo de água, mais de metade do total. Os tratamentos de superfície da carroçaria, as cabinas de lavagem para preparação da pintura e as que se destinam à pintura final do automóvel são as que consomem mais água. No entanto, é também nesta seção que mais se tem poupado. No processo de pintura, o spray de tinta que escorrega da carroçaria é recuperado num fosso de tratamento. “Aplicamos os produtos químicos que separam a tinta da água, que, uma vez limpa, é recuperada e novamente utilizada, num processo circuito fechado”, explica o responsável pelo Meio Ambiente.

Outra das fases que consome uma parte importante de água em Martorell é a “prova de chuva”, na qual se testa a estanquicidade perfeita de cada veículo, submetendo-o à projeção de mais de 150 litros de água por metro quadrado durante seis minutos. Também aqui a água circula num circuito fechado. ”Recuperamos e devolvemos toda a água usada a um circuito de depuração, a partir do qual reentra no processo”. 

Estas são apenas algumas das práticas que permitem poupar água, ajudando a salvaguardar o meio ambiente. “Estamos situados numa zona muito sensível às alterações climatéricas, o que significa que podemos ter que enfrentar longos períodos de seca. É por isto que as empresas têm que ser responsáveis na redução máxima do consumo de água aplicando todos os meios que aumentem a eficiência”, conclui Francesc Vila, otimista, sublinhando que a companhia percorreu já um ”longo caminho”.