Martorell, 02/09/2016.Em 60 anos muitas coisas podem acontecer. E quando falamos de segurança automóvel, existe um longo período de evolução nos automóveis. Em questões de segurança, como noutros tópicos, os carros de hoje têm muito pouco em comum com os de há uns anos. Para entendermos melhor este fosso, basta comparar um SEAT 600 D de 1963 com o SEAT Ibiza FR, para nos confrontarmos com factos impressionantes:

- Airbags e encostos de cabeça. “O SEAT 600 não estava equipado com encostos de cabeça”, recorda Javier Luzón, responsável pela Segurança Passiva na SEAT. Este elemento tem uma contribuição decisiva na prevenção do efeito de chicote quando o carro é alvo de uma colisão na traseira. E em acréscimo, enquanto alguns SEAT Ibiza têm até seis airbags, o SEAT 600 não tem nenhum, uma vez que essa tecnologia só começou a ser difundida nos anos 90.

- Cinto de segurança. Foi desenvolvido nos anos 60. Mas no início era uma “cinta não extensível que os utilizadores tinham que ajustar ao corpo”, explica Luzón. A diferença para hoje está em ser esse elemento de segurança passiva a ajustar-se ao corpo do utilizador e não o contrário. Isto assegura mais segurança em caso de colisão, já que os atuais cintos moldam-se ao corpo e retêm o passageiro instantaneamente.

- Travões. O sistema de travagem dos dois modelos é também completamente distinto. O SEAT 600 estava equipado com travões de tambor “com muito menor potência de travagem do que a que pode ser disponibilizada hoje”, diz Luzón. Em contraste, os automóveis atuais “têm grandes discos de travão”, os pneus também são muito mais largos, “garantindo maior superfície de contacto com a estrada, assegurando melhor aderência”, e os sistemas incluem ainda ABS, um dispositivo que evita que os automóveis derrapem e saiam de controlo quando em travagem.

- O chassis. O chassis é outro elemento fundamental na componente de segurança automóvel, e a sua evolução nas últimas décadas é muito clara. Uma grande diferença é a maior espessura das estruturas, como no caso das portas, o que “permite acrescentar mais pontos de proteção e melhor segurança em caso de colisão”.

Num todo, os automóveis atuais oferecem o mais elevado nível de segurança aos passageiros. “O próximo passo será assistirmos a automóveis com a capacidade de anteciparem os acontecimentos prestes a acontecerem, agindo de acordo.”, conclui Javier Luzón. Este é o início de uma nova era com tecnologia com a qual nem sequer se sonhava no tempo do lendário SEAT 600.