Partilhar

Martorell, 20/11/2015. – “Andamos às voltas há um quarto de hora à procura de um lugar para estacionar, e não há forma, não encontramos nada”. Centenas de milhares de pessoas fazem este tipo de reclamação diariamente nas grandes cidades. De facto, a maioria das pessoas gasta “uma média de 20 minutos para encontrar um lugar na rua nas principais cidades Europeias”, explica Jordi Caus, que é responsável por Novos Projetos para a Mobilidade Alternativa da SEAT.

Mas há mais dados envolvidos. Em qualquer momento, 30% dos europeus que conduzem na cidade estão a procura de um lugar para estacionar. Este desafio será ainda maior no futuro, uma vez que um relatório das Nações Unidas aponta para 66% da população mundial a viver nas áreas urbanas em 2050, o que irá resultar em “mais carros nas estradas, mais congestionamento do trânsito e no limite, mais problemas de estacionamento”, diz Jordi Ortuño, Coordenador de Projeto de Smart Cities do Município de Barcelona.


Na tentativa de controlar este problema, a SEAT desenvolveu a Parkfinder app, que indica onde estão disponíveis lugares de estacionamento graças aos dados gerados pela plataforma iCity de Barcelona. Os condutores simplesmente inserem para onde vão, e uma vez no destino, perguntam à app onde há lugares de estacionamento disponíveis. Este é um teste piloto levado a cabo no bairro Les Corts depois de um acordo efetuado com a Câmara de Barcelona, mas o objetivo mais ambicioso é que esta Parkfinder app efetue muitas outras funções.

As novas tecnologias não vão focar-se exclusivamente na resolução de problemas de estacionamento – existem muitos outros desafios importantes no campo da mobilidade urbana. Um deles é prevenir o congestionamento do trânsito, “ao fazer com que os carros se distribuam mais nas ruas da cidade antes das artérias ficarem congestionadas”, comenta Jordi Caus. “Num futuro próximo devemos ser capazes de conseguir uma maior eficiência na mobilidade urbana. É para isso que estamos a trabalhar – tornar a condução mais descontraída, segura e também mais económica”, conclui.