pt:Company:News & Events:Cars:Electric cars on Olympic mountain. 2020.0.17.0 PT/PT

A história dos Carros Elétricos SEAT desde 1992

Há 28 anos, em pleno agosto de 1992, um carro elétrico liderou a Maratona dos Jogos Olímpicos de Barcelona. Era um SEAT Toledo especialmente desenvolvido para a ocasião histórica. Mas este marco significa muito mais: mostra a profundidade das raízes históricas da aposta elétrica da SEAT. Uma ofensiva que conta atualmente com o SEAT Mii elétrico, as versões híbridas do SEAT Leon e o SEAT Tarraco, além do CUPRA Leon eHybrid, o futuro CUPRA Formentor e o CUPRA el-Born que será 100% elétrico. Efetivamente, a empresa anunciou investimentos no valor de 5.000 milhões de euros nos próximos 5 anos, com a eletrificação como foco principal.

Hoje, juntamos o atual modelo elétrico da SEAT, o Mii electric, com um modelo olímpico que, há já quase três décadas atrás, visava a sustentabilidade. O seu desafio, guiar os 42 quilómetros da Maratona com apenas 55 quilómetros de autonomia em ciclo urbano.

Um pouco de história SEAT

O primeiro carro elétrico SEAT nasceu em 1992. Os regulamentos da Maratona indicam que o veículo que deve abrir a corrida deve ter zero emissões. Por isso, a SEAT aproveitou o seu recém-lançado Toledo para desenvolver uma versão totalmente elétrica. Em pouco mais de três meses, o automóvel estava pronto. Para Thomas Kurz, engenheiro do grupo que participou na conversão elétrica do Toledo, foi uma grande experiência: “Naquela época, fabricar um carro elétrico era completamente novo, por isso foi muito emocionante. Era tal a novidade que, quando terminámos, tivemos de o registar primeiro na Alemanha, porque não sabíamos como registar um carro elétrico em Espanha”.

A evolução dos carros elétricos SEAT

O objetivo principal era que sua bateria de 500 quilos tivesse energia suficiente para aguentar toda a Maratona. No total, pouco mais de 42 quilómetros. E conseguiu. "Naquela época, o carro elétrico não era considerado algo para consumo. O peso das suas baterias, as baixas potências e autonomias não o tornavam viável para um carro de série. Tinha apenas alcance suficiente para a maratona, tendo em conta que havia subidas íngremes que fizeram o Toledo elétrico consumir mais”, afirma Thomas Kurz.

Por outro lado, com a bateria do SEAT Mii, de 250 quilos, poderiam ser feitas 6 maratonas, uma vez que possui uma autonomia de 260 km.  "Os elétricos consomem menos em cidade e, ao travar, recuperam energia, por esse motivo, o Mii electric tem uma autonomia de até 260km em ciclo combinado, e até 360km com 100% de uso em cidade", comenta Santi Castellá, Responsável da Electromobilidade da SEAT.

A adaptação para elétrico

Apesar de uma diferença de idade de 28 anos, os dois modelos têm algo em comum: as poucas modificações que foram feitas na carroçaria para adaptá-los à sua versão elétrica. No caso do Toledo, quase não houve mudanças: uma espécie de banheira foi colocada no porta-bagagens para alojar a bateria, e os travões tinham um tambor de grandes dimensões para compensar o peso do carro na travagem. "Quando passamos pela Inspeção Técnica de Veículos, tivemos que demonstrar que a sua velocidade era de 50 km/h e que poderia travar nessa velocidade numa determinada distância ", comenta Thomas Kurz. No caso do SEAT Mii, a sua carroçaria também não sofreu praticamente nenhuma modificação. Atualmente, os novos carros elétricos moldam o seu design ao formato das baterias, que ocupam a parte inferior do veículo. Por outro lado, na sua conversão elétrica, o Mii não sofreu nenhuma alteração na sua estrutura ou espaço interior, uma vez que as baterias são fabricadas expressamente para este modelo.

De 16 a 61 kW de potência

Há quase três décadas atrás, 16 kW (22 CV) de potência eram mais do que suficiente para a sua finalidade. O Toledo elétrico teve de acompanhar o ritmo da Maratona, que não excedeu os 30 km/h. Naquela época, foi complicado testar a rota para ver se o automóvel alcançaria a meta nessa velocidade. "Não podíamos testar o SEAT Toledo elétrico no percurso real, pois teríamos de cortar ruas, conduzir na direção oposta… por isso, testámos na pista de ensaio com os parâmetros que recolhido com outro modelo. E sim, verificámos que ele conseguiria, e conseguiu, tanto nesse teste como algumas semanas depois nos Jogos Paraolímpicos” assegura Thomas Kurz.

Com 61 kW de potência (83 CV), o SEAT Mii elétrico acompanhou o SEAT Toledo elétrico em volta do estádio de Montjuic, agora já remodelado e em perfeitas condições, depois de passar pelas mãos da equipa de restauração do Museu SEAT com Isidre López, responsável de carros históricos da SEAT, no comando. “O SEAT Toledo elétrico é uma das joias que temos no museu. Os nossos veículos não são apenas peças de exposição, queremos que eles funcionem, para preservar a sua alma. Substituímos as baterias antigas de chumbo-gel e atualizámos o sistema elétrico. Foi feito um ótimo trabalho em 1992 e o automóvel funciona perfeitamente e agora, sim, eu poderia fazer mais uma maratona”, conclui Isidre López.

O SEAT Mii elétrico

14 baterias de iões de lítio

Potência máxima de 61 kW (83 CV)

Velocidade máxima 130km/h

Aceleração de 0 a 50 km/h em 3,9 segundos

Autonomia de 260 km em ciclo combinado e de 360 km com utilização 100% urbano.

O SEAT Toledo elétrico de 1992

16 baterias de chumbo-gel

Potência máxima 16kW (22 CV)

Velocidade máxima 100 km/h

Aceleração de 0 a 70 km/h em 28 segundos

Autonomia em ciclo urbano de 50 km

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