A SEAT alcançou em 2016 os melhores resultados financeiros da sua história. A empresa avançou no campo da rentabilidade sustentável e concluiu o exercício com um lucro operacional de 143* milhões de euros (2015: -7 milhões) e com um lucro depois de impostos e antes de efeitos extraordinários de 232 milhões de euros (2015: 6 milhões). A SEAT sai assim do vermelho, pela primeira vez desde 2007, e fá-lo com o valor de lucro operativo mais elevado da sua história.

O lucro da SEAT depois de impostos subiu para 903 milhões com a receita extraordinária proveniente da venda da filial VW Finance, S.A. à Volkswagen AG. Esta operação, que se enquadra na estratégia do Grupo Volkswagen de agrupar as filiais financeiras numa única empresa, rendeu uma mais-valia de 671 milhões de euros. A venda permitiu à marca melhorar a sua condição financeira ao destinar 590 milhões para compensação dos prejuízos dos exercícios anteriores. 

SEAT achieves the best financial results in its history

“2017 é um ano muito especial para a SEAT. O Ibiza e o Arona acelerarão o processo. Estamos prontos para levar a SEAT para outro nível”.

“Um maior volume de vendas, um mix mais elevado e a otimização de custos conduziu-nos à rentabilidade. Toda a equipa está muito orgulhosa com os 143 milhões de lucro operativo”, sublinhou o presidente da SEAT, Luca de Meo, durante a apresentação dos Resultados SEAT de 2016, hoje, em Barcelona. “A SEAT transformou-se numa empresa sólida que passou de uma fase de recuperação para a de consolidação. E, agora, a SEAT prepara-se para uma nova fase de desenvolvimento e de crescimento”, explicou Luca de Meo, acrescentando: “2017 é um ano muito especial para a SEAT. O Ibiza e o Arona acelerarão o processo. Estamos prontos para levar a SEAT para outro nível”.

Em 2016, o volume de negócios da SEAT situou-se nos 8.597 milhões de euros, 3,2% acima do exercício anterior e novamente o melhor valor de faturação da sua história. A subida das vendas e a melhoria no mix de veículos vendidos, com os bons resultados do Ateca, do Leon e do Alhambra, modelos com uma maior margem, contribuíram para este resultado. Outro contributo positivo foi a integração do Centro Técnico SEAT, S.A. (CTS) na empresa mãe, numa operação que permite responder de forma mais eficiente aos desafios tecnológicos do futuro, e fazer crescer o negócio da SEAT Componentes que, em 2019, fabricará a nova caixa de velocidades MQ281 para o Grupo Volkswagen. Em 2016, a SEAT exportou 82,4% do seu volume de negócios, consolidando-se como a principal empresa industrial exportadora de Espanha, assumindo 2,8% de quota total no país.

O início das vendas do SEAT Ateca, o primeiro SUV da SEAT, juntamente com o melhor resultado comercial do Leon e do Alhambra desde a data de lançamento de ambos, conduziram a SEAT ao quarto exercício sucessivo de crescimento nas vendas (408.700 veículos; ou seja cerca de 30% em valor acumulado nos últimos quatro anos), e ao melhor resultado desde 2007. O Ibiza, com mais de 150.000 unidades vendidas em 2016, também contribuiu para o resultado, tal como o crescimento em países como a Alemanha (+2,5%), Polónia (+22,1%), Turquia (+41,5%) e Áustria (+12,9%).

A maior ofensiva de produto na história da SEAT, com quatro novos modelos entre 2016 e 2017, resultou de um investimento recorde em desenvolvimento e investigação (I&D). A SEAT destinou mais 47% de verba para esta área, ou seja, qualquer coisa como 862 milhões de euros, 276 milhões acima da verba alocada em 2015, destinados a investimentos como o da nova plataforma MQB A0, que a SEAT estreia em absoluto dentro do Grupo Volkswagen para a produção da quinta geração do Ibiza. Este valor representa 10% da faturação da empresa. Desde 2012, a SEAT investiu 3.000 milhões em I&D, equipamento e instalações.

A empresa melhorou o seu EBITDA em 25% e alcançou os 489 milhões de euros.

Em 2016, a SEAT também aumentou a sua capacidade de gerar lucro a partir da sua atividade básica. A empresa melhorou o seu EBITDA (lucros antes de juros, impostos, depreciações e amortizações) em 25% e alcançou os 489 milhões de euros.

O vice-presidente para Finanças, IT e Organização, Holger Kintscher, sublinhou que “os resultados de 2016 marcam um ponto de inflexão e refletem o trabalho realizado nos últimos anos. Voltámos aos números positivos, tanto nos resultados operacionais como nos lucros depois de impostos. O EBITDA e o volume de investimento demonstram a força da empresa do ponto de vista financeiro. Estamos onde estamos graças ao esforço de todos”.

Como estabelecido no acordo coletivo assinado em 2016, os empregados da SEAT receberão 6 milhões de euros como prémio respeitante aos resultados obtidos. Este valor será incluído no capítulo dos custos com o pessoal.

2017: um ano muito especial

A SEAT concluirá este ano a maior ofensiva de produto da sua história, começando com a comercialização da quinta geração do Ibiza, que chegará aos concessionários a partir do verão, passando pelo lançamento do Arona, um novo crossover compacto, no segundo semestre de 2017. Ambos os modelos, produzidos na fábrica de Martorell, juntar-se-ão ao SEAT Ateca, desvendado em 2016, e ao Novo SEAT Leon, à venda desde o passado mês de janeiro.

A ampliação e renovação da gama permitirá à SEAT aumentar a sua cobertura do mercado na Europa de 53% para 72%, dando um novo impulso às vendas e rejuvenescendo a idade média da gama SEAT. Em janeiro e fevereiro deste ano as entregas mundiais da SEAT cresceram a dois dígitos (+13,6%), alcançando um total de 64.000 veículos. A marca é, portanto, uma das que mais subiu na Europa no início do ano, com um incremento de matrículas na casa dos 20%.

A SEAT definiu como um dos seus objetivos converter-se numa das referências do setor automóvel em matéria de conetividade e de smart mobility.

Em relação à expansão da marca, o presidente da SEAT, Luca de Meo, adiantou que “estamos a trabalhar em projetos de internacionalização. Um dos bons exemplos é a decisão de produzirmos na Argélia a partir do segundo semestre deste ano. Trata-se de um projeto do Grupo, que começará com o Ibiza e o Golf, e que será liderado pela SEAT. Todos os Ibiza vendidos na Argélia serão produzidos em Martorell com a montagem final realizada na Argélia, numa nova unidade do importador”.

A empresa automóvel definiu como um dos seus objetivos converter-se numa das referências do setor automóvel em matéria de conetividade e de smart mobility. Assim, colocará em andamento em abril o Metropolis:Lab Barcelona, um centro 100% SEAT que estará integrado na rede mundial de laboratórios digitais do Grupo Volkswagen. A marca também irá inaugurar nos próximos meses uma flagship store em Barcelona para estreitar a relação com os seus clientes e com a cidade.